Servindo o espumante com estilo

Como Servir o Espumante com Elegância?

Sempre que pensamos em abrir uma garrafa de espumante, vem à mente a imagem da rolha “explodindo” e o líquido jorrando, como naquela cena clássica da Fórmula 1.

Na verdade, há algumas regras no mundo dos vinhos, e uma delas é que a rolha não pode fazer barulho ao ser retirada e nenhuma gota pode ser derramada na abertura. Afinal, estamos falando de produtos que levam anos até estarem prontos para o consumo e alguns deles podem chegar a custar milhares de reais por garrafa.

No caso dos chamados vinhos tranquilos (sem gás), as rolhas devem ser extraídas cuidadosamente com um saca-rolhas apropriado.

Tipos de saca-rolhas

Tipos de saca-rolhas

Há vários modelos de saca-rolhas que podem ser usados para abrir garrafas de vinhos sem gás, além do tradicional “T“, que é o mais comum e o menos prático. Entre eles destacam-se:

Modelo Sommelier – Também conhecido como Amigo do Garçom, Faca ou Canivete de Sommelier e Saca-Rolhas de Dois Tempos. Este último refere-se ao fato de haver uma alavanca com dois estágios, para que a rolha não se quebre. Este modelo é o preferido dos profissionais, pois pode ser facilmente dobrado e levado no bolso. A faquinha na parte superior é usada para cortar o lacre que cobre a boca da garrafa.

Modelo Borboleta – Este modelo é mais adequado ao uso doméstico, pois é de fácil manuseio e requer pouco esforço. Os franceses carinhosamente o apelidaram de “Charles de Gaulle“, porque o general costumava discursar balançando os braços.

Espumante se abre com as mãos!

Embora haja abridores específicos para garrafas de espumante, a forma mais apreciada é a que usa as mãos. Para uma abertura segura, basta seguir algumas etapas:

Espumante gelado

A temperatura é fundamental.
Diferentemente dos outros tipos de vinhos, todo espumante precisa estar bem gelado (entre 6° e 8°C). Isso é importante porque, se a garrafa estiver quente, a pressão interna aumenta drasticamente e pode tornar a abertura não somente deselegante, mas até perigosa.

Lacre da tampa do espumante

Removendo o lacre
Para isso, puxe a lingueta, que normalmente há no lacre de alumínio que cobre a rolha.
Caso não haja, você pode fazer um corte na linha pontilhada ou na base do gargalo, com uma faca ou com a serrinha do abridor Sommelier, para dar uma aparência mais elegante ao servir.

Controlando a rolha do espumante

Controlando a pressão
Assim que começar a afrouxar a gaiola (arame que prente a rolha à garrafa), deve-se cobrir a rolha com o polegar, para evitar que ela escape antes da hora.
Incline a garrafa cerca de 45°, para dar mais espaço para o espumante, reduzir a pressão no interior e evitar que ele “exploda”.

Segure firme o topo da garrafa de espumante

Tirando a rolha com seguranca
Segure a rolha com firmeza (caso precise, use um guardanapo de pano) e gire a garrafa suavemente, segurando na base.
Após o primeiro giro, a própria pressão irá empurrar a rolha para fora. Você só precisará controlar para que ela não “voe” e atinja alguém. Limpe o gargalo antes de servir.

Servindo o espumate com estilo

Ao servir, segure a garrafa pela base e a taça pela haste (ou deixe a taça na bandeja), para que o calor da mão não altere a temperatura do espumante.

Servindo o espumante na taca

Deve-se servir com a taça na vertical e não inclinada como muitos pensam. Isso é necessário para “despertar os aromas” e a perlagem (bolhas de gás), que é um dos critérios de avaliação da bebida; quanto mais abundante a perlagem, maior a qualidade do espumante.

Para evitar desperdiçar este líquido precioso, o recomendado é servir em duas etapas: serve-se cerca de um terço da taça, aguarda-se a espuma se acomodar e completa-se o restante. É preciso deixar espaço para que os aromas se desenvolvam e, por isso, não se enche mais do que 2/3 da taça.

Hora de brindar. Muita calma nesta hora!

A tradição de brindar é muito antiga e consta que surgiu como um voto de confiança que o anfitrião oferecia aos seus convidados, pois, ao chocar seu copo com o dos visitantes, os líquidos se misturavam e este demonstrava de forma clara que não havia veneno na bebida.

Porém, é importante ter em mente que naquele período, os copos eram rústicos, feitos de madeira ou de metal e, portanto, eram muito mais resistentes do que taças de vidro ou de cristal que usamos hoje em dia. Para não haver sustos, na hora do brinde basta encostar as taças suavemente uma na outra.

Por que dizemos “saúde” na hora de brindar?

Na Grécia antiga, o anfitrião era o primeiro a beber o vinho, demonstrando aos presentes que este não estava estragado nem envenenado. Pelo visto, esta coisa de veneno vem de longe! Os convidados respondiam com um sonoro “Saúde!”, celebrando que a bebida estava liberada.

Com o tempo, o costume passou a representar o desejo de boas novas para os outros. A etiqueta manda que olhemos nos olhos da pessoa com a qual estamos brindando. Faz sentido, porque estamos desejando “saúde” para ela.

Os alemães possuem uma superstição que diz que quem não olhar nos olhos ao brindar trará sete anos de sexo ruim. Para os franceses, a descortesia simplesmente traz azar.

Seja por cortesia ou por medo, não se esqueça de olhar nos olhos no seu próximo brinde!

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